A AVALIAÇÃO DA APLICAÇÃO DO PLANO NACIONAL DE CONTROLE E ERRADICAÇÃO DA BRUCELOSE ANIMAL NO ESTADO DE MINAS GERAIS

Autores

  • Charley Jr Residente em Clínica Médica e Cirúrgica de Grande Animais na Universidade Federal de Uberlândia-MInas Gerais https://orcid.org/0009-0004-1973-9224
  • Julio Cesar Oliveira Dias Professor no Instituto Federal do Norte de Minas Gerais: Salinas, Minas Gerais, BR https://orcid.org/0000-0002-9356-4264

DOI:

https://doi.org/10.35172/rvz.2026.v33.1778

Palavras-chave:

Bovinocultura; Brucella spp.; Uma só saúde; Vigilância Sanitária; Zoonose.

Resumo

A brucelose é uma zoonose de ampla distribuição mundial, causada por bactérias do gênero Brucella spp., que acomete diversas espécies animais e representa importante problema para a saúde pública e para a pecuária. No Brasil, destaca-se por seus impactos sanitários, econômicos e reprodutivos, especialmente em bovinos, onde provoca abortos, natimortos, metrites e queda da eficiência produtiva. Diante desse cenário, o Plano Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Animal (PNCEBT) foi instituído para reduzir a incidência, e prevalência da enfermidade por meio de vacinação, diagnóstico, certificação sanitária e fiscalização. Em Minas Gerais (MG), unidade federativa com grande rebanho bovino, tornam-se essenciais análises sobre a efetividade da implementação do programa. O estudo foi desenvolvido por meio de pesquisa documental e revisão de literatura, incluindo artigos científicos indexados em bases confiáveis, como: SciELO, PubMed e ScienceDirect, relatórios oficiais do MAPA, WOAH e Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), além de normativas e dados epidemiológicos emitidos entre 2001 e 2025. Os dados coletados demonstram que, desde 2005, MG registrou 1.948 casos positivos de brucelose bovina e 679 focos. Apesar da persistência da doença, o estado apresenta avanços consistentes: possuindo 566 Médicos Veterinários Habilitados (MVH), 2 laboratórios referência para realização de diagnósticos, sendo um de abrangência federal, 51  imóveis rurais certificados como livres do agente, maior número de Médicos Veterinários Cadastrado (MVC) no país 5.444, 187 escritórios locais, 213 Médicos Veterinários atuando na saúde animal, 3 estabelecimentos credenciados para formação de MVH; dados que refletem o compromisso ao programa. A cobertura vacinal média dos últimos 10 anos no estado é de 75,30%, entretanto, desde 2021 Minas Gerais teve índices superiores a isto, sendo 76,40% em 2021, 83,70% em 2022, 77,50% em 2023, 80,30% em 2024, e de 52,30% apenas na primeira fase da vacinação em 2025. MG tem classificação de risco sanitário “B” (baixo a muito baixo) no último relatório do PNCEBT, indicando queda significativa da prevalência entre 2009 e 2018. Os resultados apontam que o bom desempenho de MG decorre da soma entre adesão do produtor, ampla disponibilidade de profissionais habilitados, infraestrutura diagnóstica, campanhas educativas e rigor na fiscalização. Conclui-se que Minas Gerais tem aplicado o PNCEBT de modo eficaz, alcançando indicadores superiores à média nacional.

Biografia do Autor

Charley Jr, Residente em Clínica Médica e Cirúrgica de Grande Animais na Universidade Federal de Uberlândia-MInas Gerais

Residente em Clínica Médica e Cirúrgica em Animais de Grande Porte pela Universidade Federal de Uberlândia-Minas Gerais (2026-2028). Bacharel em Medicina Veterinária pelo Instituto federal de Minas Gerais, campus Salinas com o coeficiente de rendimento no valor de 89.2 pontos (2021-2025). Ex-integrante dos grupo de estudos: CEMCA, focado em animais silvestres e selvagens, com orientação de docentes do IFNMG Salinas; GEAVESUI, direcionado a Aves e Suínos; GEEQUI, grupo de estudos em Equinos; GEPATOX, grupo com enfoque em patologia e toxicologia veterinária; GERAR, Grupo de estudos em reprodução animal (2021-2025). Formado no ensino fundamental e médio no colégio Tiradentes da Polícia Militar (2011-2020) em Belo Horizonte; técnico assistente administrativo (2019-2020) pelo SENAC-Belo Horizonte.

 

Julio Cesar Oliveira Dias, Professor no Instituto Federal do Norte de Minas Gerais: Salinas, Minas Gerais, BR

Possui graduação em Medicina Veterinária (2008), Mestrado (2010) e Doutorado (2014) em Zootecnia na área de Reprodução Animal pela Universidade Federal de Viçosa (UFV). Participou do Programa de Pós-doutorado em Zootecnia na Universidade Federal de Lavras (UFLA), no período de março à outubro de 2015. Possui Licenciatura em Ciências Biológicas (2021). Tem experiência nas áreas de Reprodução e Produção Animal, Histologia e Piscicultura. Atualmente é Professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Norte de Minas Gerais (IFNMG - Campus Salinas), no qual é responsável por disciplinas relacionadas à Histologia, Reprodução, Piscicultura, Bioclimatologia, Etologia e Bem-Estar Animal nos cursos Bacharelado em Medicina Veterinária e Mestrado Profissional em Medicina Veterinária

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Publicado

2026-06-01

Como Citar

1.
Paulo Guimarães de Aquino Júnior C, Cesar Oliveira Dias J. A AVALIAÇÃO DA APLICAÇÃO DO PLANO NACIONAL DE CONTROLE E ERRADICAÇÃO DA BRUCELOSE ANIMAL NO ESTADO DE MINAS GERAIS. RVZ [Internet]. 1º de junho de 2026 [citado 2º de junho de 2026];33. Disponível em: https://rvz.emnuvens.com.br/rvz/article/view/1778

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