A AVALIAÇÃO DA APLICAÇÃO DO PLANO NACIONAL DE CONTROLE E ERRADICAÇÃO DA BRUCELOSE ANIMAL NO ESTADO DE MINAS GERAIS
DOI:
https://doi.org/10.35172/rvz.2026.v33.1778Palavras-chave:
Bovinocultura; Brucella spp.; Uma só saúde; Vigilância Sanitária; Zoonose.Resumo
A brucelose é uma zoonose de ampla distribuição mundial, causada por bactérias do gênero Brucella spp., que acomete diversas espécies animais e representa importante problema para a saúde pública e para a pecuária. No Brasil, destaca-se por seus impactos sanitários, econômicos e reprodutivos, especialmente em bovinos, onde provoca abortos, natimortos, metrites e queda da eficiência produtiva. Diante desse cenário, o Plano Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Animal (PNCEBT) foi instituído para reduzir a incidência, e prevalência da enfermidade por meio de vacinação, diagnóstico, certificação sanitária e fiscalização. Em Minas Gerais (MG), unidade federativa com grande rebanho bovino, tornam-se essenciais análises sobre a efetividade da implementação do programa. O estudo foi desenvolvido por meio de pesquisa documental e revisão de literatura, incluindo artigos científicos indexados em bases confiáveis, como: SciELO, PubMed e ScienceDirect, relatórios oficiais do MAPA, WOAH e Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), além de normativas e dados epidemiológicos emitidos entre 2001 e 2025. Os dados coletados demonstram que, desde 2005, MG registrou 1.948 casos positivos de brucelose bovina e 679 focos. Apesar da persistência da doença, o estado apresenta avanços consistentes: possuindo 566 Médicos Veterinários Habilitados (MVH), 2 laboratórios referência para realização de diagnósticos, sendo um de abrangência federal, 51 imóveis rurais certificados como livres do agente, maior número de Médicos Veterinários Cadastrado (MVC) no país 5.444, 187 escritórios locais, 213 Médicos Veterinários atuando na saúde animal, 3 estabelecimentos credenciados para formação de MVH; dados que refletem o compromisso ao programa. A cobertura vacinal média dos últimos 10 anos no estado é de 75,30%, entretanto, desde 2021 Minas Gerais teve índices superiores a isto, sendo 76,40% em 2021, 83,70% em 2022, 77,50% em 2023, 80,30% em 2024, e de 52,30% apenas na primeira fase da vacinação em 2025. MG tem classificação de risco sanitário “B” (baixo a muito baixo) no último relatório do PNCEBT, indicando queda significativa da prevalência entre 2009 e 2018. Os resultados apontam que o bom desempenho de MG decorre da soma entre adesão do produtor, ampla disponibilidade de profissionais habilitados, infraestrutura diagnóstica, campanhas educativas e rigor na fiscalização. Conclui-se que Minas Gerais tem aplicado o PNCEBT de modo eficaz, alcançando indicadores superiores à média nacional.
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