MODELOS ESTATÍSTICOS E ESPACIAIS IMPULSIONAM REDES DE PESQUISA SOBRE LEISHMANIOSE TEGUMENTAR E ALTERAÇÕES AMBIENTAIS (1999–2024)

Autores

DOI:

https://doi.org/10.35172/rvz.2026.v33.1763

Palavras-chave:

Leishmaniose Tegumentar; Doenças Tropicais Negligenciadas; Doenças Transmitidas por Vetores; Colaboração em Pesquisa; Análise Espacial.

Resumo

A Leishmaniose Tegumentar é uma doença tropical negligenciada, de ampla distribuição geográfica, que tem atraído cada vez mais a atenção da comunidade científica em diferentes regiões do mundo. Esta revisão bibliométrica teve como objetivo identificar as principais tendências de pesquisa relacionadas à Leishmaniose Tegumentar e às alterações ambientais, sintetizando a produção científica e mapeando redes colaborativas com base em estudos indexados na base Scopus (Elsevier). A seleção dos artigos foi realizada utilizando a plataforma Rayyan por três autores, e a visualização e análise das redes de coautoria e de coocorrência de palavras-chave foram conduzidas por meio do software Rayyan, ferramentas em R, VOSviewer® e Microsoft Excel 2010®. Os resultados revelam um crescimento consistente nas publicações sobre o tema desde o final da década de 1990, com o inglês como idioma predominante e Acta Tropica como o periódico mais frequente. As maiores redes colaborativas são lideradas por pesquisadores e instituições do Brasil e dos Estados Unidos. A semântica da coocorrência de palavras-chave e a síntese dos artigos mais citados sugerem um aumento de estudos epidemiológicos, iniciativas de vigilância e gestão em saúde, impulsionados pela integração de ferramentas de análise estatística e espacial e pela abrangência dos dados utilizados. A pesquisa sobre Leishmaniose Tegumentar vem se consolidando como um campo interdisciplinar, permitindo compreender a dinâmica atual da doença e antecipar cenários futuros.

Biografia do Autor

Joelande Correia, Universidade Estadual de Feira de Santana

Biólogo formado pela Universidade Estadual da Feira de Santana (UEFS) em 1995; Doutor em Ciências da Terra e do Meio Ambiente; Mestre em Engenharia Ambiental, com especialização em Saneamento Ambiental, pela UEFS; Pós-graduado em Educação Ambiental para a Sustentabilidade pela UEFS em 2002 e em Hematologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1997. Experiência em docência no ensino superior (1,5 anos). Atualmente, é analista na UEFS e professor da Secretaria de Educação do Estado da Bahia. Membro do Grupo de Zoonoses e Saúde Única do Laboratório de Análises Clínicas do Departamento de Biologia/UEFS, atuando nas áreas de Parasitologia Humana e Saúde Pública.

Artur Gomes Dias-Lima, UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA

Possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Federal da Bahia, mestrado em Ciências Biológicas (Entomologia) pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia - INPA e doutorado em Biologia Parasitária pela Fundação Oswaldo Cruz - IOC/Fiocruz. Docente em Ecologia Médica e Orientador do Programa de Pós Graduação em Ecologia Humana - PPGECoH da Universidade do Estado da Bahia. Sócio e Conselheiro da Sociedade Brasileira de Ecologia Humana - SABEH. Professor Pleno da Universidade do Estado da Bahia / UNEB. Professor Adjunto da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Publica. Curador da Coleção Entomológica Mangabeira Sherlock. Tem experiência na área de Zoologia Médica, Entomologia Médica e Parasitologia Geral. Estudioso em impactos ambientais e doenças transmitidas por vetores.

Luciara Alves da Cruz, Universidade Estadual de Feira de Santana

Possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de Feira de Santana (1998). Especialização em Supervisão Escolar pela Universidade Estadual de Feira de Santana (2005), e em Educação Ambiental pela Faculdade de Ciências Educacionais, FACE- Brasil.(2013). Atualmente é professora de Biologia da rede estadual de ensino e Bióloga da Universidade Estadual de Feira de Santana, atuando como analista universitária no Laboratório de Parasitologia e Análises Clínicas. Mestranda no programa de Modelagem em Ciências e do Ambiente-UEFS. 

Priscylla Marcelly Vilanova Oliveira do Nascimento, Universidade Estadual de Feira de Santana

Graduada no curso de Bacharelado em Ciências Biológicas (UEFS), cursando Licenciatura em Ciências Biológicas, Mestre em Ciências Ambientais e doutoranda no Programa de Pós Graduação em Modelagem e Ciências da Terra e do Ambiente - UEFS pela Universidade Estadual de Feira de Santana, participa do Grupo de Pesquisa em Zoonoses e Saúde Pública - UEFS, desde o período 2013; Experiência em zoonoses, Epidemiologia, Saúde Única e Análises Geoespaciais.

Aristeu Vieira da Silva, Universidade Estadual de Feira de Santana

Aristeu Vieira da Silva é doutor em Doenças Tropicais pela Faculdade de Medicina da UNESP/Botucatu (2003). Professor Pleno da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS/BA) é coordenador do Grupo de Pesquisa em Zoonoses e Saúde Única. Publicou mais de uma centena de artigos em periódicos científicos com "peer review", e mais de 350 trabalhos em anais de eventos. Orientou dissertações de Mestrado e teses de Doutorado, trabalhos de Iniciação Científica, de Iniciação Tecnológica e em Extensão, Especializações e Trabalhos de Conclusão de Curso de Graduação nas áreas de Medicina Veterinária, Farmácia e Ciências Biológicas. Recebeu quatro prêmios ou homenagens. Participa de projetos de pesquisa na UEFS, UEL e UFBA. É associado do Colégio Brasileiro de Parasitologia Veterinária, da World Association for the Advancement of Veterinary Parasitology, da Associação de Profissionais de Epidemiologia de Campo (ProEPI), da International Society of Geospatial Health (GnosisGIS) e da Rede Brasileira de Pesquisa em Toxoplasmose (Rede TOXO). Atua na área de Epidemiologia, com ênfase em Zoonoses, Saúde Pública e Saúde Única. Tem sido coordenador de projetos de pesquisa e extensão patrocinados pela FAPESB, CNPq e CAPES. Os termos mais freqüentes na contextualização da produção científica são toxoplasmose, epidemiologia e zoonoses. É Brigadista de Incêndio na UEFS.Laureado com o prêmio Prof. Fúlvio Alice 2025: Médico-Veterinário destaque na Bahia em 2025.

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2026-05-28

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1.
Correia J, Gomes Dias-Lima A, Alves da Cruz L, Vilanova Oliveira do Nascimento PM, Vieira da Silva A. MODELOS ESTATÍSTICOS E ESPACIAIS IMPULSIONAM REDES DE PESQUISA SOBRE LEISHMANIOSE TEGUMENTAR E ALTERAÇÕES AMBIENTAIS (1999–2024). RVZ [Internet]. 28º de maio de 2026 [citado 1º de junho de 2026];33. Disponível em: https://rvz.emnuvens.com.br/rvz/article/view/1763

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