Reavaliação de posicionamentos radiográficos para o diagnóstico da displasia coxofemoral em cães

Revisão de literatura

  • Michel Campos Vettorato
  • Raquel Sartor Marcelino
  • Rejane Lima Silva
Palavras-chave: cães, displasia coxofemoral, posicionamento radiográfico

Resumo

As articulações que constituem o sistema osteoarticular são responsáveis pela locomoção do
corpo, especialmente as de grandes movimentos, como a articulação coxofemoral. Como
métodos de estudo de imagem dessa articulação, a radiografia simples é o padrão inicial
utilizado para avaliação de patologia do sistema osteoarticular. Entre elas a mais comum em
cães é a displasia coxofemoral, o que acarreta alta incidência de exames de raios X com
diferentes posicionamentos radiográficos para o diagnóstico, necessitando de conhecimento
específico para a realização dos exames. Esse trabalho teve como objetivo descrever e
comparar as técnicas de posicionamento radiográfico utilizadas para a avaliação da displasia
coxofemoral em cães. Para esse estudo, foram realizadas pesquisas por meio de sites e
publicações científicas dos últimos anos nos bancos de dados da BIREME, Google
Acadêmico e Scielo, além de livros das bibliotecas da FATEC e UNESP de Botucatu. Entre
as técnicas, verifica-se que a projeção com compressão e distração (método PennHIP) com a
mensuração do ID é o melhor posicionamento para avaliação da displasia em cães, embora o
CBRV ainda adote para o diagnóstico de displasia o posicionamento VD com o AN. Apesar
da eficácia da técnica apresentada conforme a literatura analisada, ela não é a mais utilizada
na rotina e, por isso, é importante que o veterinário ou tecnólogo em radiologia possua o
conhecimento necessário para poder avaliar a situação que se apresenta e escolher a melhor
técnica a ser aplicada.

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Publicado
30-06-2017
Como Citar
Campos Vettorato, M., Sartor Marcelino, R., & Lima Silva, R. (2017). Reavaliação de posicionamentos radiográficos para o diagnóstico da displasia coxofemoral em cães: Revisão de literatura. Veterinária E Zootecnia, 24(2), 266-277. https://doi.org/10.35172/rvz.2017.v24.308
Seção
Artigos de Revisão

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